“Quando uma cidade precisa ser competitiva com outras, o clube de futebol é um diferencial”
- Luiz Henrique Berger

- 14 de mai. de 2021
- 3 min de leitura
A opinião é de Maiquel Silva Kelm, Gerente de Marketing do Grupo Fricke, um dos patrocinadores do São Luiz. Falando em nome da Direção do Grupo, ele avalia a relação da empresa com o clube e projeta um futuro promissor para o São Luiz, mas somente após a pandemia.

Tempo Todo(TT) - Saber do Gerente de Marketing sobre essa relação do Grupo Fricke com o São Luiz, que não é recente. O valor que tem para a empresa ver sua marca estampada no time que representa a cidade e a região ?
Maiquel Kelm – É um relação muito positiva, que não se iniciou nesse ano. Ela vem de anos. É o nono ano de parceria entre Fricke e São Luiz. Levada com muito carinho pelo presidente Carlos Fricke, pelo Diretor Martinho Kelm, e por todos os gestores e administradores. As Lojas Fricke estão situadas em Ijuí e Santo Ângelo e fazemos questão de estampar nossa marca nas iniciativas que levam Ijuí e região para todos os cantos do estado e do país. O São Luiz com mais de 80 anos é uma dessas marcas.
TT - E mesmo num ano atípico, não foi preciso nenhum grande convencimento para seguir a parceria?
Maiquel Kelm – Nós vemos dentro de nossas lojas muitos clientes usando a camisa do São Luiz. Percebemos que o São Luiz é muito querido pelos clientes, por quem convive com o Fricke. Temos produtos dentro da loja- com a marca da dupla Grenal e clientes perguntam quando serão oferecidos produtos com a marca do São Luiz. A gente sempre procura fazer parte da história da cidade e da região. E o São Luiz leva esse nome. Mantivemos esse patrocínio pois traz resultado para a empresa, mas é uma forma de relacionamento com clientes que são também torcedores.
TT - É como um compromisso social, para além de um retorno financeiro? Tem esses olhar?
Maiquel Kelm - Com certeza. Nesse ano de pandemia, houve um suporte do Grupo Fricke aos hospitais, por exemplo. Um conjunto de ações de apoio a outras tantas instituições e o São Luiz segue essa linha.
TT - O período é desafiador, por isso queria te ouvir, já que é da área do Marketing e também da Administração. Tenho escutado que Ijuí atrai empresas pela localização geográfica, por ser um polo em saúde e educação. E há aqueles que dizem que o São Luiz também tem papel nessa atração de empresas?
Maiquel Kelm - Indiretamente, sim. É um fator que pode ser levado em consideração. Quando eu estava no mestrado em desenvolvimento, nas conversas com o professor Dieter Siedemberg, ele colocava um índice de desenvolvimento regional, para além do PIB e outros tradicionais; o índice de felicidade – de que havia países que mensuravam seu desenvolvimento através desse índice de felicidade. Eu acredito que uma cidade que tem um clube de futebol para torcer é uma cidade mais feliz para se viver. Ijuí, por ter o São Luiz, oferece um local para ver amigos, confraternizar. E ainda, um time que orgulha quando vai bem, que valoriza o que é daqui e suas empresas. Quando uma cidade precisa ser competitiva com outras, o clube de futebol é um diferencial.
TT - Hoje o resultado financeiro é negativo. Clube deixou de arrecadar um milhão de reais. Voltando à normalidade e observando da forma atenta e empresarial o São Luiz, fazer futebol é viável. Ou vai ser sempre essa gangorra com altos e baixos ?
Maiquel Kelm – A questão, em tempos de pandemia, deixa um quadro inviável, não só para o São Luiz, mas um conjunto de clubes das séries C e D do Brasil se esse fosse o normal. Vejo que as comunidades podem abraçar seus clubes. Entendo também que um caminho é olhar o exemplo do Juventude, que encontrou uma alternativa a partir das categorias de base; a venda de jogadores, que é pouco explorada pelo São Luiz, que monta elencos a cada ano, desfeitos em seguida. Pode ser um caminho interessante.































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