Para gerente de futebol, manter a base dá segurança após 7 meses sem futebol
- Luiz Henrique Berger

- 11 de dez. de 2021
- 2 min de leitura

"Um ano nunca é igual ao outro", começa dizendo o gerente de futebol do São Luiz, perguntado sobre a sua satisfação com o grupo montado. Na segunda-feira chega o volante Régis, vindo Aimoré, mas que já atuou na Baixada ano passado, fechando 26 atletas. Falta mais um lateral esquerdo. O dos "sonhos" foi para o Brasil de Pelotas. Gabriel Araújo, de ótimas atuações aqui, escolheu o Xavante. "Achei que daria", disse Delmar Blatt (foto/Lucas Dornelles/SLuiz), mas o argumento de contrato longo, valores maiores e a camisa do Brasil pesaram, além da opinião do empresário, que foi decisiva.
O São Luiz é o único clube do Gauchão que não jogou o segundo semestre. Só esse fato já justifica a decisão de trazer 60 a 70 por cento dos atletas desse ano. "Sinto uma certa segurança de que o 2022 será proveitoso e de sucesso para o São Luiz", observa Blatt.
A tarefa de montagem do grupo é sempre árdua e exigente até chegar aos nomes escolhidos. Dois jogadores com base em clubes de ponta foram anunciados. O atacante Taiberson, que surgiu no Inter, tinha o nome já circulando na Baixada desde 2019,quando deixou o Inter e foi para o Veranópolis. "Agora, estava nos Estados Unidos e nos contatos, vimos a vontade grande dele de recomeçar aqui", comentou o dirigente. Delmar acredita que numa temporada completa vai ajudar bastante.
O meia atacante Cafu, uma surpresa entre os anunciados, tem 12 anos de Flamengo, onde chegou aos nove. Está com 25 e depois do rubro negro rodou por Ceará e futebol indiano.
Delmar Blatt viu o jogador atuando pelo Esportivo na Série D onde fez bons jogos. Foi em busca de informações complementares e todas muito positivas. "Há 4 anos estava jogando Fla Flu No Maracanã lotado", se entusiasma o gerente Rubro. Ao chegar já para a pré temporada, mesmo acima do peso, estará em condições junto com os demais para o início do campeonato, acredita o dirigente.
Delmar falou também dos investimentos do São Luiz para o Gauchão que inicia dia 22 de janeiro, em Erechim. A folha, segundo ele, novamente será uma das mais baixas, comparadas as dos times que vem da Segundona - União Frederiquense e Guarany de Bagé. Mas Delmar não se queixa. Concorda que a direção está certa em não oferecer valores que poderão gerar dívidas no futuro. "Com dívidas é ruim de trabalhar. É muita pressão", afirma ele. E aqui, complementa, "todos sabem que vão jogar e receber em dia". Desde que chegou ao clube, em 2006, o São Luiz jamais atrasou salário.

"Não existe time no Brasil com essa marca", orgulha-se.
Sobre salários, comentou sem citar valores, que a folha desse ano será inferior a de 2019, quando o time chegou entre os quatro. E um teto bem abaixo do que era em 2020, quando havia a presença do Rubro na Copa do Brasil, ou seja, havia uma verba extra. "Quatro a cinco atletas ganhavam mais em 2020 do que é o teto hoje".
A antecipação da rodada obrigou o São Luiz a cancelar o amistoso com o sub 20 do Grêmio. A Comissão Técnica avaliou como mais importante enfrentar adversários como União Frederiquense e Concórdia, com 4 testes antes da estreia dia 22 de janeiro. .































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