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Juba: "O São Luiz sempre vai ter uma preferência!"

  • Foto do escritor: Luiz Henrique Berger
    Luiz Henrique Berger
  • 6 de jan. de 2022
  • 5 min de leitura

Juba: "O São Luiz sempre vai ter uma preferência!"

Por Fausto Bertoldo/Luiz Henrique Berger


Entrevistamos o atacante Juba, em sua quarta passagem com a camisa do São Luiz. O profissional fala sobre o retorno, sobre a nova função que tem desempenhado nos treinos e sobre o grupo de trabalho.


Tempo Todo (TT) - Juba, foi novidade pra você o retorno para o São Luiz ou já havia ficado algo alinhavado ao final do Gauchão passado?

Juba - Foi novidade, mesmo eu tendo sempre contato com o Delmar (Delmar Blatt, gerente de futebol do São Luiz), mas nunca havíamos conversado sobre pré-contrato ou volta. No final da série C, que eu havia disputado pelo Botafogo(PB), recebi ligação do técnico Paulo Henrique Marques, mas sem conversar sobre uma volta pro São Luiz. Passados dez dias, o Delmar entrou novamente em contato, e acabei acertando. Mas não tínhamos conversado antes sobre isso.


TT - Você está satisfeito com a possibilidade de mais uma disputa de Gauchão?

Juba - Com certeza, o São Luiz é um time do qual sempre gostei. Depois da boa campanha de 2013(naquele ano a equipe foi a campeã do interior gaúcho), quem joga aqui sempre quer voltar. Quem se dá bem, quem trabalha, aquele que luta pelos objetivos do clube sempre acaba voltando. Tem casos de jogadores que disputaram o acesso (2017), subiram com o São Luiz e estão aqui de volta. É um clube muito bom, se comparado com outros do interior. Está, para mim, em um nível acima dos clubes que eu conheço, não dos que eu joguei, porque há também bons clubes onde joguei, mas o São Luiz sempre vai ter uma preferência.


TT - O gerente de futebol Delmar Blatt e o técnico Paulo Henrique Marques dizem que o time, para andar bem, tem que repetir algumas peças, apesar do intervalo grande de um Gauchão para o outro. Pela tua experiência, que peso tem a volta de cinco, seis titulares do plantel passado, se comparado a começar com um grupo no qual os atletas não se conhecem?

Juba - É bom, principalmente não somente trazer jogadores que disputaram o Gauchão passado, mas trazer atletas que entendam o processo do clube. E quem chega está sempre bem acolhido, sempre bem recebido, isto é importante. Se você traz cinco ou seis jogadores que acham que são donos do clube, que se acham superiores aos que estão chegando agora, acaba atrapalhando. A diretoria foi muito feliz nessas contratações, até mesmo nos atletas que eles já conheciam. Quem chega aqui é sempre bem recebido, até mesmo os guris que nunca haviam jogado aqui. A gente sempre tenta deixá-los bem aqui, como a gente está bem, para que tudo ande da melhor maneira possível. Não adianta a gente ter jogadores insatisfeitos no grupo, que isso só acaba atrapalhando. Eu já passei por isso em outros clubes, sei como é, então a gente vai aprendendo. O São Luiz sempre monta grupos bons, poucas vezes eu ouvi falar de algo que deu algum atrito dentro do grupo. E é importante, até mesmo antes da volta dos atletas, ver as pessoas que eles contratam pra fazer o futebol aqui.


TT - Você, antes de acertar, dá uma olhada em quem o São Luiz já contratou? Obviamente você não é amigo de todos nesse mundo do futebol!

Juba - Na verdade, já conhecendo o Delmar, o Paulo, a comissão, eu já imaginava que voltariam alguns jogadores. Perguntei de alguns e vi outros antes nas redes sociais, quem já havia sido contratado. Um time só é competitivo depois que você termina o trabalho e vai começar o campeonato. Antes, é tudo uma incógnita, você não sabe se vai ser bom, se vai ser ruim. Mas eu fico feliz que a maioria eu conheço e vai nos ajudar.


Campeonato passado a gente teve somente três jogos em casa, mas nesse a gente vai ter que se superar mais, porque os jogos em casa são difíceis. Fora é sempre complicado, mas os jogos em casa vão ser mais difíceis, diz Juba.

TT - O técnico Paulo Henrique Marques já disse que quer repetir o modelo de jogo, com os atacantes "espetados" e você atualmente treinando como um "nove". Ele já falou com você sobre isso, é essa a ideia, começar a virar de costas pra zagueiro?

Juba - Pois é, conversamos rapidamente, eu nunca joguei de 9, nunca fui centroavante fixo, aquele cara que protege, um finalizador. Eu sempre joguei com finalizador, com a zaga se preocupando mais com esse 9. O Paulo me disse que não me quer como um 9, quer me ver rodando, girando, não preciso ficar ali na frente parado, ele quer que eu jogue solto. Falei pra ele que vamos trabalhar, vamos nos organizando, que tudo vai dar certo. Eu sou um cara que não tem problema, joguei em várias funções, o que for pra ajudar eu vou fazer e vou tentar me adaptar o mais rápido, porque é importante e eu quero jogar. Consequentemente, eu me adaptando rápido, trabalhando, posso ter a oportunidade de jogar.


TT - O mais legal é já vir com a bola, poder ajudar na construção da jogada.

Juba - É o que eu já estou acostumado, há 15, 16 anos na mesma função, então fica mais fácil. Mas não tem problema, há jogadores de qualidade ao lado ali, de repente a bola pode chegar mais e a gente deve estar preparado para fazer os gols. Tenho certeza de que a bola vai chegar.


TT - Juba, a pergunta que mais fazem na cidade: O time vai dar liga, é melhor do que o do Gauchão passado? Me ajuda a responder, por gentileza.

Juba - Então, vai a mesma resposta dos outros anos: nunca dá pra saber se o time é melhor ou pior até que comece o campeonato. Tantos times em que eu já joguei que, no papel, eram muito bons, mas a gente fez nada. Essa é a realidade. Mas tudo passa pelo trabalho. Acredito que a gente trabalhando firme, se empenhando, entendendo o que o Paulo Henrique e a comissão querem, a gente vai fazer um bom campeonato. E, se esse time classificar, ou ficar numa posição melhor no final da competição, a gente vai ser melhor do que o de 2021.


TT - Você já deu uma olhada na tabela, sequência de jogos, estreia em Erechim, depois duas partidas em casa?

Juba - Sempre difícil, cara. Jogar fora contra o Ypiranga, que é um clássico, aí tu vens pra duas em casa contra Juventude e Internacional, dois times de primeira divisão do Brasileiro, que teoricamente é difícil de tirar pontos deles. Mas vamos jogar dentro da nossa casa, temos que fazer o resultado e depois jogar fora contra times do mesmo nível do da gente. Pra mim, a tabela ficou muito difícil.


Campeonato passado a gente teve somente três jogos em casa, mas nesse a gente vai ter que se superar mais, porque os jogos em casa são difíceis. Fora é sempre complicado, mas os jogos em casa vão ser mais difíceis.

 
 
 

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