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A incrível história que envolve São Luiz, Ferreira e Tiago Nunes

  • Foto do escritor: Luiz Henrique Berger
    Luiz Henrique Berger
  • 1 de jun. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de jun. de 2021

Contada por Sandro Palharini, a ligação entre o atacante e o treinador, e que envolve o São Luiz, ocorreu em 2016, ano em que o Rubro estava na Segundona Gaúcha

Foto: Lucas Gabriel Cardoso


Após a queda em 2014, seria mais uma tentativa de voltar à sonhada 1ª Divisão. Dinheiro era escasso, com um orçamento para o futebol que novamente estava a exigir malabarismos da direção.


Comissão Técnica escolhida, com Jair Galvão no comando, o gerente de futebol Sandro Palharini saiu à procura de reforços. A negociação mais arrojada foi trazer de volta o craque Paulo Baier, num lance de ousadia do presidente Sadi Pereira.

Mas havia a necessidade de montar um grupo com atletas que se adequassem à realidade financeira do clube.

Palharini então embarcou no Ouro e Prata em direção a Porto Alegre no início daquele ano. Na manhã seguinte, se dirigiu até Eldorado do Sul, onde ficava o Centro de Treinamentos do Grêmio. Encontrou ex companheiros de tricolor, onde jogou nos anos 95 e 96, como João Antônio e Carlos Miguel, que facilitaram o acesso dele aos treinamentos. Três dias de análise, observações criteriosas para escolher jovens que poderiam ajudar o São Luiz no Campeonato que iniciaria 3 meses depois. A missão era, naqueles três dias, identificar jogadores no sub 17 do Grêmio, que pudessem servir ao São Luiz, e ao mesmo, que tivessem a liberação do tricolor, e mais, que aceitassem vir para Ijuí.


Sandro conta que já no primeiro dia chamou a atenção um franzino atacante, um ponteiro esquerdo, que aparecia muito nos treinos, apesar de estar no time de baixo. Driblador, ia para cima dos marcadores. “Bastante individualista, mas com qualidades”, lembra Sandro.


Convicto ao final do terceiro dia, anunciou quais os atletas ele desejava trazer para Ijuí. Ao contar que queria o atacante do time reserva, ouviu de um dos integrantes da base. “Tem certeza que quer levar o Aldemir ? Acho que até vai embora”, lembra ele.


Mesmo assim, diante do que tinha visto nos dias de treinamentos, estava convicto de que o magrinho da ponta esquerda seria útil na Baixada. Ao falar com o jogador, explicou para onde estava indo e o que significaria para ele jogar uma Segundona Gaúcha. Não precisou muito para ouvir um sim do jovem mato-grossense, que já fez a mala e veio junto no ônibus da meia noite, acompanhado dos outros dois colegas: Tomás e Velasques, que acabaram não ficando.

Mas a história do atacante, a relação dele com Ijuí e com o atual técnico do Grêmio, não foi esquecida por Sandro Palharini.

Ele buscou informações complementares sobre o rapaz em quem estava apostando. Ligou para o Juventude, onde Tiago Nunes trabalhava na Base. E foi logo perguntando se ele conhecia um ponteiro, magrinho do Grêmio, do sub 17. Tiago, sem pensar muito, disse o nome completo do jogador – Aldemir Ferreira – e assinou embaixo na escolha de Palharini.


No recente título gaúcho do Grêmio, Sandro recordou a história, ao ver como principais destaques Ferreirinha (ex-Aldemir, como foi chamado logo que chegou ao São Luiz) e Tiago Nunes, que já conhecia o jogador a pelos menos 5 anos, antes de chegar recentemente ao Grêmio.



Passou um filme na cabeça de Sandro Palharini, ao recordar as coincidências a partir da escolha de Ferreirinha para o São Luiz no Gauchão 2016, a passagem de Tiago Nunes na Baixada por dois anos e, agora, os dois estarem brilhando no Campeão Gaúcho.

Comportado, morava sozinho no Residencial Guarujá, depois de um período na concentração do São Luiz. Não tinha custos para o Rubro e o salário, de R$ 3 mil, recebia do Grêmio.


Se não viesse para o São Luiz ele teria ido embora do Grêmio ? Sandro responde: “Sim, estava para ser dispensado e as atuações no São Luiz chamaram novamente a atenção do pessoal do Grêmio”.

 
 
 

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